Terça-feira, 30 de Agosto de 2011

Posso escrever os versos mais tristes

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.

A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.

Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.

publicado por Odracir às 18:20
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Poemas Pablo Neruda

Tuas mãos Quando tuas mãos saem, amada, para as minhas, o que me trazem voando? Por que se detiveram em minha boca, súb...

Ler artigo
publicado por Odracir às 22:26
link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Pablo Neruda O Poço

O Poço Cais, às vezes, afundas em teu fosso de silêncio, em teu abismo de orgulhosa cólera, e mal consegues voltar, tra...

Ler artigo
publicado por Odracir às 22:22
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

Pablo Neruda: Poema X...

Saberás que não te amo e que te amo posto que de dois modos é a vida, a palavra é uma asa do silêncio, o fogo tem uma...

Ler artigo
publicado por Odracir às 23:00
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

Pablo Neruda: Morre L...

Morre lentamente Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si m...

Ler artigo
publicado por Odracir às 19:00
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

Pablo Neruda: Saudade

Saudade é amar um passado que ainda não passou; É recusar um presente que nos magoa; É não ver o futuro que nos conv...

Ler artigo
publicado por Odracir às 15:48
link do post | comentar | favorito
Terça-feira, 26 de Agosto de 2008

Pablo Neruda: Talvez

Talvez Talvez não ser, é ser sem que tu sejas, sem que vás cortando o meio dia com uma flor azul, sem que caminhes ma...

Ler artigo
tags: , ,
publicado por Odracir às 10:00
link do post | comentar | favorito

.mais sobre mim

.pesquisar

 

.Agosto 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
31

.posts recentes

. Posso escrever os versos ...

. Poemas Pablo Neruda

. Pablo Neruda O Poço

. Pablo Neruda: Poema XLIV

. Pablo Neruda: Morre Lenta...

. Pablo Neruda: Saudade

. Pablo Neruda: Talvez

. Pablo Neruda

. Pablo Neruda

. Pablo Neruda: Saudade

.arquivos

. Agosto 2011

. Fevereiro 2010

. Agosto 2008

.tags

. todas as tags

blogs SAPO

.subscrever feeds